A percentagem de americanos que vivem sem um parceiro tem aumentado, especialmente entre os jovens adultos

Nos últimos 10 anos, a percentagem de adultos que vivem sem o cônjuge ou parceiro subiu para 42%, contra 39% em 2007, quando o Census Bureau começou a recolha de dados detalhados sobre a coabitação.

 

Duas importantes tendências demográficas têm influenciado este fenômeno. A percentagem de adultos que são casados caiu, enquanto a parte que vivem com um parceiro romântico cresceu. No entanto, o aumento da coabitação não foi grande o suficiente para compensar o declínio do casamento, abrindo caminho para o aumento do número de americanos “sozinhos”.

 

Uma parte crescente dos americanos são "separados" % de adultos sem um cônjuge/companheiro(a) presente, por idade. Nota: "Unpartnered adults" são aqueles sem um cônjuge/companheiro(a) presente. Fonte: Pew Research Center analysis 2007 and 2017 Current Population Survey. Annual Social and Economic Supplement (IPUMS).

Uma parte crescente dos americanos são “sozinhos”

% de adultos sem um cônjuge/companheiro(a) presente, por idade.

Nota: “Unpartnered adults” são aqueles sem um cônjuge/companheiro(a) presente.

Fonte: Pew Research Center analysis 2007 and 2017 Current Population Survey. Annual Social and Economic Supplement (IPUMS).

 

A percentagem de adultos que são separados tem aumentado entre os jovens e de meia-idade, mas o aumento foi mais significativo entre os jovens adultos. Cerca de seis em dez adultos com menos de 35 anos (61%) vivem sem o cônjuge ou parceiro, um aumento de 56% se comparado há 10 anos atrás.

 

A ascensão do número de adultos que vivem sem o cônjuge ou parceiro também ocorreu no contexto de um terceiro aspecto importante de mudança demográfica: o envelhecimento dos adultos americanos. Os adultos mais velhos (55 e mais) são mais propensos a ter um cônjuge ou parceiro do que os adultos mais jovens. Assim, é surpreendente que a percentagem de adultos que são “sozinhos” tenha aumentado, embora relativamente mais americanos estão mais velhos.

 

O divórcio não tem contribuído para a crescente quota de adultos “sozinhos” durante este curto período de tempo. Embora as estatísticas de divórcio sejam complicadas, muitos argumentam que a taxa de divórcio tem sido, em geral, estável ou decrescente desde a década de 1980.

 

Esta tendência tem implicações importantes para o bem-estar econômico dos adultos, uma vez que pesquisam mostram as vantagens financeiras do casamento e coabitação. A renda média (ajustado para o tamanho do agregado familiar) para uma parceria entre adultos, seja casado ou morando, é $86.000. Em contraste, a renda média para adultos “sozinhos” é aproximadamente $61.000. Além disso, adultos sem parceiros têm uma chance duas vezes maior de viver na pobreza quando comparado a adultos em parceria (17% contra 7%).

 

As taxas de  americanos “sozinhos” variam significativamente por chave demográfica. Os homens (40%) são menos propensos do que as mulheres (43%) de viver sem um cônjuge ou parceiro. E adultos com pelo menos uma graduação são significativamente menos propensos a serem “sozinhos” (31%) do que adultos menos educados (46%). Brancos e adultos asiáticos (37% de cada grupo) são muito menos propensos a serem “sozinhos” em comparação a hispânicos (46%) e negros (62%) adultos.

 

Durante a última década, a percentagem de adultos que são “sozinhos” tem crescido mais acentuadamente entre os que não estão empregados. Em 2007, 46% dos adultos em idade ativa sem trabalho não foram viver com um cônjuge ou parceiro. As pesquisas mostraram que em 2017 a percentagem havia subido para 51%. Entre trabalhadores adultos em idade ativa, os números daqueles que estavam “sozinhos” aumentaram mais modestamente, desde 2007, de 36% para 38%.

 

Entre os adultos em idade ativa, a vida sem um parceiro aumentou mais entre aqueles não trabalham.

% de adultos em idades entre 18-64 sem um cônjuge/parceiro presente. “Not employed adults” incluem apenas desempregados, não aqueles sem força de trabalho.

Fonte: Pew Research Center analysis 2007 and 2017 Current Population Survey. Annual Social and Economic Supplement (IPUMS).

 

Isto não implica que a falta de emprego leva pessoas a não possuirem um parceiro. Por um lado, pesquisas indicam que as pessoas dizem que é importante os homens serem economicamente bem sucedidos para serem bons maridos ou parceiros. Por outro lado, um grande corpo de literatura econômica mostra que o casamento faz com que os maridos alcancem mais sucesso no trabalho. É possível que a falta de um parceiro forneça um estímulo menor para a obtenção de emprego.

 

Uma pequena maioria (56%) dos adultos “sozinhos” são os cabeça de suas famílias. Cerca de 35% vivem sozinhos e 22% vivem com os outros na casa principal (pais solteiros podem cair nessa categoria). Quase 3 em 10 (28%) vivem com um dos pais ou avós, refletindo o fato de que os adultos “sozinhos” são desproporcionalmente adultos jovens. Uma percentagem de 16% mostra algum outro tipo de relacionamento entre o “cabeça” da casa e uma outra pessoa (por exemplo, um irmão ou companheiro de quarto).

 

A maioria dos adultos “sozinhos” são as cabeças de suas casas.

% dos adultos que são “sozinhos”…

Nota: “Unpartnered adults” são aqueles sem um cônjuge/companheiro(a) presente.

Fonte: Pew Research Center analysis 2007 and 2017 Current Population Survey. Annual Social and Economic Supplement (IPUMS).

 

Quase seis em dez adultos “sozinhos” (58%) nunca foram casados. Cerca de um quinto dos adultos (21%) são divorciados, 14% são viúvas(os), e o restante são casados, separados ou sem um cônjuge presente no domicílio.

 

 

Tradutor: Vinicius Vanso

Autor original: Richard Fry é pesquisador sênior com foco em economia e educação no Pew Research Center.

Artigo original aqui.

Sou estudante de psicologia, tenho 20 e tantos anos. Já quis ser paleontólogo e astrônomo – talvez ainda gostaria de ser. Despertei meu interesse por ciência na infância quando preferia desmontar os brinquedos, ao invés de brincar com eles. Nas horas vagas gosto de conversar sobre a vida, o universo e tudo mais. Acredito que ficarei mais contente com a minha vida se puder ser metade do homem que Carl Sagan foi.

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