O que você come pode aliviar sua ansiedade

Fonte: https://goo.gl/iWFqgB

 

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, os transtornos de ansiedade são as doenças mentais mais comuns nos Estados Unidos. São 40 milhões de adultos — 18% da população — lutando contra a ansiedade. Ansiedade e depressão muitas vezes andam de mãos dadas, com cerca de metade das pessoas com depressão também experimentando ansiedade.

 

Terapias específicas e medicamentos podem ajudar a aliviar o fardo da ansiedade, mas apenas em média um terço das pessoas que sofrem dessa condição procuram tratamento. Na minha prática, parte do que discuto ao explicar as opções de tratamento é o papel importante da dieta na ajuda para controlar a ansiedade.

 

Além de orientações saudáveis, como ter uma dieta equilibrada, beber água suficiente para ficar hidratado e limitar ou evitar o álcool e cafeína, existem muitas outras considerações dietéticas que podem ajudar a aliviar a ansiedade. Por exemplo, carboidratos complexos são metabolizados mais lentamente e, portanto, ajudam a manter um nível de açúcar no sangue mais uniforme, o que cria um sentimento de mais tranquilidade.

 

Uma dieta rica em grãos integrais, legumes e frutas é uma opção mais saudável do que comer uma enorme quantidade de carboidratos simples encontrados em alimentos processados. Quando você come também é importante. Não pule refeições. Fazer isso pode resultar em quedas de açúcar no sangue que fazem com que você se sinta nervoso, o que pode piorar a ansiedade subjacente.

 

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O eixo intestino-cérebro é também muito importante, uma vez que uma grande percentagem (cerca de 95%) dos receptores de serotonina é encontrada no revestimento do intestino. Há pesquisas examinando o potencial dos probióticos para tratar a ansiedade e depressão.

 

ALIMENTOS QUE MELHORAM O QUADRO ANSIOSO

 

Você pode se surpreender ao saber que alimentos específicos se mostraram eficientes para reduzir a ansiedade. São eles:

 

• Em ratos, dietas com baixo teor de magnésio se mostraram eficientes para aumentar os sintomas de comportamentos ansiogênicos. Alimentos naturalmente ricos em magnésio podem, portanto, ajudar uma pessoa a se sentir mais calma. Exemplos incluem folhas verdes como espinafre e acelga. Outras fontes incluem leguminosas, nozes, sementes e grãos integrais.

• Alimentos ricos em zinco, como ostras, castanhas de caju, fígado, carne e gemas de ovo têm sido associados à redução de ansiedade.

• Outros alimentos, incluindo peixes gordos (peixes que possuem gordura espalhada por toda a carne e pele) como o salmão selvagem do Alasca, contêm ácidos graxos ômega-3. Um estudo feito por estudantes de medicina em 2011 foi um dos primeiros a mostrar que omega-3 pode ajudar a reduzir a ansiedade. (Esse estudo usou suplementos contendo ácidos graxos ômega-3). Antes do estudo, os ácidos graxos ômega-3 haviam sido associados apenas à melhoria da depressão.

• Um estudo recente na revista Psychiatry Research sugeriu uma ligação entre alimentos probióticos (iogurte, coalhada, alguns queijos, molho de soja, etc.) e uma diminuição da ansiedade social. Comer alimentos ricos em probióticos, como picles, chucrute e kefir, foi associado a diminuição dos sintomas.

Aspargos, conhecido amplamente por ser um vegetal saudável. Com base em pesquisas, o governo chinês aprovou o uso de um extrato de aspargos como um ingrediente funcional natural de alimentos e bebidas devido às suas propriedades antiansiedade.

• Alimentos ricos em vitaminas B, como abacate e amêndoas.

 

Esses alimentos do tipo “se sinta bem” estimulam a liberação de neurotransmissores como serotonina e dopamina. Seu consumo são passos pequenos, seguros e fáceis na gestão da ansiedade.

 

OBTER UMA MELHORA MENTAL ATRAVÉS DOS ALIMENTOS

 

Certifique-se de falar com seu médico se seus sintomas de ansiedade são graves ou duram mais de duas semanas. E, mesmo que ele recomende medicação ou terapia para a ansiedade, ainda vale a pena perguntar se você também pode ter algum sucesso ajustando sua dieta. Enquanto a psiquiatria nutricional não é um substituto para outros tratamentos, a relação entre comida, humor e ansiedade está ganhando cada vez mais atenção. Há um corpo crescente de evidências, e mais pesquisas são necessárias para entender completamente o papel da psiquiatria nutricional, ou como eu prefiro chamá-la, Psico-Nutrição.

 

 

Autor original: Uma Naidoo leciona psiquiatria na escola de medicina de Harward. Tem paixão pela alimentação e psiquiatria, contribuindo dessa forma com a relação entre saúde mental e o consumo de alimentos.

Tradutor: Vinicius Vanso.

Link para o original.

Sou estudante de psicologia, tenho 20 e tantos anos. Já quis ser arqueólogo e astrônomo – talvez ainda gostaria de ser. Despertei meu interesse por ciência na infância quando preferia desmontar os brinquedos, ao invés de brincar com eles. Nas horas vagas gosto de conversar sobre a vida, o universo e tudo mais. Acredito que ficarei mais contente com a minha vida se puder ser metade do homem que Carl Sagan foi.

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