Introdução a psicologia do esporte e prática esportiva

A psicologia esportiva vem ganhando cada vez mais espaço nos últimos anos. Está agrupada dentro das ciências do esporte que envolve antropologia, filosofia, sociologia, assim, sendo uma área multiprofissional que engloba: medicina, biomecânica e fisiologia. É um estudo científico de indivíduos e seus comportamentos no contexto do esporte e dos exercícios físicos, aplicando tais conhecimentos e comprovando sua utilidade nessa prática.

 

Fonte: http://www.scielo.br/img/revistas/pe/v15n2/a18f1.gif

 

É fundamental contextualizar esse ramo da psicologia com questões como: o contexto histórico no qual emergiu a psicologia do esporte, tanto a nível nacional quanto internacional. Com uma breve pesquisa, encontramos as publicações de Schulte e de Griffith na década de 20, em que seus trabalhos se consolidavam na fundação do primeiro laboratório de pesquisa aplicada ao esporte nos Estados Unidos. Na União Soviética métodos e técnicas eram desenvolvidos para incrementar o rendimento de atletas e equipes.

 

Durante os anos 60 a Psicologia do Esporte vive uma fase de grande produção. A psicologia do esporte no Brasil ainda é vista como uma novidade tanto por psicólogos, profissionais do esporte, atletas, técnicos e dirigentes, que não têm clareza de que maneira essa intervenção pode ajudá-los a aumentar o rendimento esportivo ou superar situações adversas. O marco inicial da Psicologia do Esporte brasileira foi dado pela atuação e estudos de João Carvalhaes, um profissional com grande experiência em psicometria, chamado a atuar junto ao São Paulo Futebol Clube, equipe sediada na capital paulista, onde permaneceu por cerca de 20 anos, e esteve presente na comissão técnica da seleção brasileira que foi à Copa do Mundo de Futebol de 1958 e conquistou o primeiro título mundial para o país na Suécia.

 

Para ser psicólogo do esporte, após a conclusão da graduação, é necessário possuir uma pós-graduação na área, pois a psicologia do esporte não faz parte do currículo básico de várias universidades. É um vasto campo da psicologia, sendo necessária a compreensão da área para ajudar atletas de base, atletas de elite, crianças, atletas jovens, atletas portadores de limitações físicas e mentais, pessoas de terceira idade, pessoas que praticam atividades físicas em seu tempo livre, etc. A necessidade da psicologia do esporte surge como consequência do esporte e suas ações, estruturas e princípios, assim, recorrendo a teorias e métodos psicofisiológicos, ou seja, compreender as dimensões psicológicas e fisiológicas do atleta para melhor adaptação a situações esportivas específicas, sendo necessário intervir adequadamente a respeito de emoções e cognições desadaptadas.

 

O psicólogo pode atuar na área de ensino (docente, palestrante, etc.), pesquisa (produção de conhecimento) e fazendo intervenção psicológica na prática esportiva (clínica, rendimento, aconselhamento, entre outros). Não diferente de outras áreas da psicologia, o exercício ético é de extrema importância na profissão.  Em contextos esportivos de movimento de ação social o psicólogo esportivo está presente, rumo à melhoria da qualidade de vida da população, compreendendo o significado e a importância da atividade física na vida do indivíduo. Abordando questões de gênero, motivação, emoção, estresse, questões sociais nas quais o indivíduo está inserido, personalidade, como lidar com lesões e afins.

 

Essa é apenas uma breve introdução a psicologia do esporte. No próximo texto serão tratados os campos de atuação do psicólogo e áreas de aplicação.

 

 

REFERÊNCIAS

 

RUBIO, Katia. PSICOLOGIA DO ESPORTE: INTERFACES, PESQUISA E INTERVENÇÃO. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000.

 

SAMULSKI, Dietmar. PSICOLOGIA DO ESPORTE. Barueri: Manole, 2002.

Estudante de psicologia.

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