Aquisição de autocontrole: Um caso de autoestimulação genital na infância

Pais e professores podem ficar de mãos atadas ao se depararem com alguns comportamentos atípicos em seus filhos e alunos. O aspecto incomum que algumas ações infantis podem assumir assusta os adultos e prejudica de várias formas a qualidade de vida dos pequenos.

 

Quando se trata de comportamentos como o de estimular os genitais, a questão frequentemente ganha roupagem moral, e pode ser até que os adultos atribuam à criança uma malícia que de fato ela não possui.

 

Este artigo apresenta e discute os resultados da aplicação de uma rotina de modificação do comportamento a um garotinho de três anos, a quem aqui nos referiremos pelo nome fictício de Robertinho, que apresentava o comportamento de estimular os genitais com alta frequência há mais de dois anos. Por fim, breves ponderações sobre autocontrole serão desenvolvidas tendo em vista o procedimento utilizado e os seus efeitos sobre o comportamento do paciente.

 

DO MÉTODO

 

A Rotina de Modificação do Comportamento é um “manual/diário” impresso como uma apostila, de modo a permitir que o aplicador seja guiado pelo procedimento ao mesmo tempo em que registra as condições e as alterações do comportamento-alvo; é, portanto, uma “programação de contingências”. As rotinas têm a utilidade de impedir que o aplicador se perca no procedimento e, ao mesmo tempo, tornam-se instrumentos de simultânea intervenção e análise de dados. A rotina utilizada aqui, de elaboração exclusiva para o caso em tela, se estendeu ao longo de 04 semanas, sendo 01 de observação e 03 de intervenção.

 

DAS CARACTERÍSTICAS DO COMPORTAMENTO

 

Os pais não se lembravam de quando exatamente as autoestimulações haviam começado; desse modo, a origem deste comportamento foi alvo apenas de especulações. Focamos, assim, na busca pela compreensão daquilo que mantinha a criança se autoestimulando.

 

Questionamentos sobre as ocasiões em que ele normalmente autoestimulava os genitais foram feitos de modo a ser possível analisar os fatores ambientais ligados ao comportamento.

 

Assim se resumia em termos gerais a vida de Robertinho: Ele passava o dia inteiro na creche, e via os pais apenas à noite, outras vezes ficava com uma babá. Várias babás desistiram de cuidar dele por não saberem lidar com as autoestimulações genitais do menino. Normalmente, segundo os pais, quando ele se distraía assistindo TV ou quando estava prestes a dormir, e até durante o sono, as autoestimulações ocorriam. Essas ocorrências, ainda segundo os genitores, eram diárias, e já duravam mais de dois anos. Alguns dias a frequência era tão alta que produzia assaduras nos genitais. Às vezes o comportamento de Robertinho era punido pelos pais, que se utilizavam de tapas nas mãos dele e também lhe aplicavam advertências verbais. Após ser punido, o garotinho se enraivecia. Devido à alta frequência com que o menino se autoestimulava, os pais, como artifício para que suas mãos se mantivessem ocupadas, geralmente deixavam ele brincar com um smartphone.

 

Na creche ele sempre se enraivecia quando as professoras o advertiam sobre suas autoestimulações. Era comum vê-lo estressado e agredindo alguns coleguinhas durante interações, e por vezes ele pedia para que outras crianças se autoestimulassem também. A direção da creche se viu na obrigação de tomar uma atitude, principalmente porque os pais de outras crianças começaram a apresentar reclamações baseadas em comentários que seus filhos faziam em casa sobre o Robertinho.

 

Tendo estas informações por base, os elementos que afetam as autoestimulações desta criança foram estudados a partir do método de análise e resolução conhecido como “tríplice contingência”, no qual são considerados os contextos que antecedem e que sucedem um comportamento alvo, de modo a se obter uma explicação plausível para a sua ocorrência (TODOROV, 2012). Chama-se o contexto que sucede o comportamento de “consequência”. Em casa, as contingências para as autoestimulações de Robertinho estavam organizadas da seguinte maneira:

 

 

No momento em que o menino ia dormir uma contingência diferente funcionava para o mesmo comportamento. Os pais não tentavam suprimir a autoestimulação de Robertinho quando este estava prestes a adormecer para que o sono do menino não fosse prejudicado:

 

 

Na creche:

 

 

Uma vez que se tenha montado as tríplices contingências que descrevem o caso, deve-se agir estrategicamente produzindo mudanças nas condições que antecedem e/ou nas que sucedem o comportamento alvo da análise, e depois averiguar se mudanças ocorrem (TODOROV, 2012).

 

Nota-se que o comportamento produzia simultaneamente consequências com funções diferentes, o que é comum para qualquer comportamento em um contexto complexo e não programado (SKINNER, 1953). Em casa, além da provável “sensação corporal” reforçadora, se estimular produzia também punições física e verbal, e também a chance de usar um smartphone. Na creche, além da sensação corporal, se estimular produzia o recebimento da atenção dos professores e dos coleguinhas, além das advertências verbais para que interrompesse o comportamento.

 

Consideramos que as consequências estarão sempre relacionadas à manutenção da ocorrência do comportamento no contexto específico que o anteceder (TODOROV, 2012). Existem tipos de consequências que asseguram que determinado comportamento terá mais chances de ocorrer quando certos contextos estiverem em operação, as chamamos de consequências reforçadoras ou fortalecedoras (SKINNER, 1953). Existe outra classe de consequências que garante que determinados comportamentos terão menos chances de ocorrer quando contextos específicos estiverem em operação, as chamamos de consequências aversivas ou punitivas (SKINNER, 1953). Quando as consequências fortalecedoras de um comportamento deixam de ser produzidas na presença das condições que regularmente o antecediam, observa-se um decréscimo na frequência deste comportamento diante daquelas condições, chamamos isso de extinção (SKINNER, 1953). Em adendo, os comportamentos podem se transformar conforme as sequências de antecedentes e de consequências se dão ao longo do fluxo comportamental, que é o modo como as condições de ocorrência do comportamento estão organizadas no tempo e no espaço (LOPES, 2008). 

 

Para os pais e para a babá, utilizou-se uma rotina pautada nos princípios do “esquema de reforçamento de qualquer outro comportamento”, no qual a criança seria recompensada por emitir qualquer outro comportamento que não o de se estimular. Eles também foram instruídos a não aplicar punição física e a agirem com naturalidade quando o comportamento ocorresse, interrompendo o autoestimular logo que Robertinho o iniciasse, para então direcionar o menino a outras atividades que fossem para ele mais atrativas. Porém, os pais alegaram falta de tempo (talvez faltasse empenho) e a estratégia infelizmente não foi aplicada no lar. Desse modo, o lócus principal da intervenção precisou ser a creche.

 

A rotina de modificação do comportamento utilizada na creche estabeleceu que uma tarefa pouco atrativa e levemente trabalhosa se tornaria contingente ao comportamento de autoestimular os genitais, em outras palavras, ter que participar de uma atividade enfadonha seria a consequência da autoestimulação. Tal tarefa consistia em que ele e uma professora deveriam lavar as mãos juntos por dois minutos em uma sala longe da atenção dos coleguinhas e de outros adultos. As professoras receberam a instrução de que não deveriam dar broncas ou advertências diante do comportamento, e que deveriam evitar expressões faciais de espanto ou desaprovação, já que estes eventos poderiam estar agindo ou como reforçadores ou como estressores para vários comportamentos do menino, não necessariamente o de se autoestimular.

 

Uma semana foi utilizada para se determinar a linha de base da frequência do comportamento de autoestimular os genitais. As professoras foram instruídas a apenas observarem e anotarem o número vezes e o tempo de duração das estimulações. Não houve registro na quinta-feira devido a uma paralisação na rede municipal de ensino. O gráfico seguinte apresenta a frequência de estimulações ao longo da semana:

 

Fonte: O autor.

 

Conforme mostrado no gráfico, ele autoestimulou os genitais em média 3,5 vezes por dia ao longo da semana de observação. O gráfico seguinte apresenta o tempo médio de duração de cada estimulação por dia observado:

 

Fonte: O autor.

 

A autoestimulação mais breve foi observada na terça-feira, que durou 01 minuto. A mais prolongada foi observada na quarta-feira, que durou 35 minutos. A comparação dos gráficos 1 e 2 nos revela que o número de episódios de autoestimulação não esteve necessariamente relacionado ao quanto ele autoestimulou os genitais por dia; visto, por exemplo, que na segunda-feira ocorreram mais episódios de autoestimulação do que na quarta-feira, porém, na quarta-feira, ele permaneceu se estimulando por um tempo médio 06 vezes maior do que na segunda-feira. Portanto, o fator mais relevante a ser considerado na semana de observação é o tempo médio de duração do episódio de autoestimulação, em detrimento do número de episódios.

 

DA INTERVENÇÃO

 

Na segunda semana as professoras foram instruídas a abordar Robertinho cordialmente logo que iniciasse a autoestimulação, e o informassem de que estava na hora de lavar as mãos. E deste modo sucedeu, o garoto seria conduzido discretamente pelas professoras para uma sala onde ele e uma professora lavariam as mãos juntos durante dois minutos cronometrados.

 

Uma professora deveria lavar as mãos junto com ele para se evitar que a atividade assumisse a conotação de castigo para o garoto, já que o objetivo do procedimento era apenas o de fazer com que ele tivesse o “lavar de mãos com a professora” como uma prática sem atrativos e trabalhosa, a qual ele sempre seria levado a participar após estimular os genitais na creche. Essa rotina durou 03 semanas. A contingência da creche para as autoestimulações do garotinho passou a funcionar nos seguintes termos:

 

 

O comportamento de autoestimular os genitais era interrompido logo que iniciava para que outras consequências, como chamar a atenção de coleguinhas, não fossem produzidas; portanto, durante a intervenção, não se permitia que o tempo das autoestimulações superasse mais que alguns segundos. Assim, a única propriedade do comportamento avaliada na fase de intervenção foi a quantidade de ocorrências.

 

As professoras pararam de fazer comentários e de adverte-lo, pois essas ações também poderiam ter propriedades reforçadoras para o comportamento dele. O gráfico seguinte apresenta a frequência em que ele foi levado para o “lavar de mãos” ao longo da primeira semana de intervenção:

 

Fonte: O autor.

 

Como se pode ver, durante a primeira semana de intervenção ele foi levado para o “lavar de mãos” 2,6 vezes em média por dia, como consequência de estimular os genitais; sendo que na segunda-feira ele precisou ser submetido ao procedimento apenas uma vez, e na quinta-feira quatro vezes. As 2,6 ocorrências em média da primeira semana de intervenção representam um leve avanço em relação às 3,5 ocorrências em média da semana de observação.

 

O gráfico seguinte apresenta a frequência do comportamento de se autoestimular na segunda semana de intervenção:

 

Fonte: O autor.

 

Na segunda semana de aplicação do procedimento ele foi levado para o lavar de mãos 0,4 vezes em média por dia, sendo que ele se autoestimulou 01 vez na segunda-feira e 01 vez na quinta-feira.  As 0,4 ocorrências em média da segunda semana de intervenção representam um avanço considerável em relação às 2,6 ocorrências em média da primeira semana de intervenção.

Na terceira e última semana da aplicação da rotina, os pais do menino não puderam leva-lo à creche na terça-feira e na quarta-feira a creche não funcionou devido a um feriado, por isso, apenas os dias de segunda, quinta e sexta-feira foram registrados no gráfico a seguir:

 

Fonte: O autor.

 

Na última semana da rotina o garotinho se autoestimulou em média 0,3 vezes por dia registrado, sendo que houve 01 ocorrência na quinta-feira apenas. Às 0,3 ocorrências da terceira semana de intervenção representam um pequeno avanço em relação às 0,4 ocorrências da segunda semana de intervenção. O gráfico a seguir compara a frequência média das ocorrências de autoestimulação da semana de observação com as três semanas de intervenção:

 

Fonte: O autor.

 

No total foram 13 dias de intervenção. O fato de que dois dias da terceira semana não puderam ser registrados obscurece a validade da comparação da frequência média desta semana com as das anteriores, por essa razão, em vez de comparar a média de ocorrências entre as semanas, o próximo gráfico compara a quantidade total de ocorrências de autoestimulações em cada dia em que a intervenção ocorreu:

 

Fonte: O autor.

 

Nesse gráfico é possível observar que nos dias 7º, 8º, 10º, 11º, e 13° a frequência de autoestimulações foi de zero, algo que, segundo os pais de Robertinho, não acontecia há mais de dois anos.  

 

DISCUSSÃO

 

As professoras relataram que, além da diminuição da frequência do comportamento de estimular o genital, o menino também parou de agredir os coleguinhas e reduziu significativamente os episódios de raiva (que infelizmente não tivemos a ideia de registrar). Considerou-se aqui que a diminuição dos comportamentos agressivos de Robertinho esteve relacionada a retirada das advertências verbais que vinham como consequência do comportamento de autoestimular os genitais.

 

É provável que Robertinho tenha aprendido a evitar o comportamento de se estimular para não precisar passar pela atividade enfadonha de lavar as mãos por dois minutos com a professora. Entende-se aqui que ele desenvolveu um pequeno repertório de autocontrole. O mesmo comportamento que produzia uma “sensação corporal” com provável função reforçadora também passou a produzir o “lavar de mãos” com função aversiva. Com relação a isso, Skinner (1953) propõe que “Com frequência o indivíduo passa a controlar parte de seu próprio repertório de comportamento quando uma resposta tem consequências que provocam conflitos – quando leva tanto a reforçamento positivo quanto a negativo” (p. 230). O recorte contingencial relacionado à aprendizagem do comportamento de se controlar do garotinho pode ser expresso como se segue:

 

 

Este comportamento de se controlar, no contexto específico em que foi aprendido, tem a função de evitar a o lavar de mãos, mesmo que para isso tenha que abdicar da “sensação corporal” reforçadora. Hanna & Todorov (2002, p. 338) apresentam as seguintes características de contingências que geram autocontrole:

 

1. Trata-se de uma contingência ou uma combinação de contingências com duas consequências para uma mesma resposta (reforçamento e punição) – esta resposta é chamada por ele de controlada (Rc); 2. Envolve uma história individual onde ocorre o estabelecimento de propriedades aversivas para o comportamento controlado, ideia esta derivada da afirmação de que respostas que reduzem a probabilidade deste comportamento podem ser fortalecidas; 3. Faz parte da contingência um segundo comportamento – chamado por ele de controlador (Rc1)- que muda algum aspecto que compõe as condições ambientais e altera a probabilidade da resposta controlada; 4. As mudanças na contingência do comportamento controlado produzidas pelo comportamento controlador podem: (a) reduzir/aumentar a intensidade de estímulos eliciadores ou aversivos; (b) produzir/retirar estímulos discriminativos; (c) modificar a motivação através da criação de operações estabelecedoras (emoção, drogas); (d) tornar reforçadores/punidores altamente prováveis ou improváveis; ou (e) desenvolver alternativas comportamentais que não impliquem em punição. Em qualquer desses casos a mudança produzida pelo comportamento controlador somente alterará a probabilidade desse comportamento se a probabilidade do comportamento controlado for alterada.

 

As condições colocadas para que Robertinho aprendesse a se controlar estiveram organizadas de modo muito aproximado das características funcionais de contingências de autocontrole contidas na descrição de Hanna & Todorov (2002) apresentada acima.

 

O termo “masturbação” não foi utilizado aqui, pois acreditamos que ele seja mais adequado a crianças mais velhas ou a adolescentes e adultos; visto que nessas faixas etárias mais tardias podem ocorrer os comportamentos de “fantasiar” cenas ou “erotizar” objetos. Considerando que seja pouco provável que uma criança de três anos esteja fantasiando há mais de dois anos cenas complexas de teor sexual ou aja eroticamente em relação a objetos, utilizou-se aqui a expressão “estimulação genital”, pois se supôs que a “sensação corporal” produzida era um dos principais fatores que mantinham o comportamento ocorrendo com alta frequência.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Para uma verificação mais completa dos resultados da aplicação da rotina de modificação do comportamento utilizada nesta intervenção/pesquisa, seria necessário um procedimento controle no qual as condições iniciais presentes na semana de observação seriam restauradas com a finalidade de conferir se a frequência do comportamento de autoestimular os genitais retornaria à linha de base inicial ou não, e posteriormente aplicar a mesma rotina para conferir se haveria ou não nova redução de frequência. Isso nos daria maior segurança para afirmar se a diminuição na frequência do comportamento de autoestimular os genitais esteve relacionada realmente com a rotina ou se outros fatores estiveram influindo nos resultados sem que o terapeuta/pesquisador se desse conta. Porém, tal procedimento controle, apesar de desejável do ponto de vista da pesquisa, não seria viável do ponto de vista da terapia e nem correto sob a ótica da Ética Profissional; afinal tentar reinstalar um comportamento-queixa não é uma atitude que visa ampliar o bem-estar daqueles que dependem dos serviços psicológicos.

 

Tendo em vista o aumento ocorrido no bem-estar de Robertinho nas suas interações da creche, e as características que o comportamento-alvo possuía, sugere-se aqui que, mesmo sem um procedimento controle, a rotina de modificação do comportamento em questão foi provavelmente o fator crítico para a redução significativa da frequência das autoestimulações genitais desta criança. Assim, procedimentos baseados no exposto neste texto podem ser utilizados por profissionais que estão lidando com problemáticas similares.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

HANNA, Elenice S.; TODOROV, João Claudio. Modelos de autocontrole na análise experimental do comportamento: utilidade e crítica. Psicologia: teoria e pesquisa, v. 18, n. 3, p. 337-343, 2002.

 

LOPES, Carlos Eduardo. Uma proposta de definição de comportamento no behaviorismo radical. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, v. 10, n. 1, p. 1-13, 2008.

 

SKINNER, B.F. Ciência e Comportamento Humano. Brasília: Ed. UnB/ FUNBEC, (1953), 1970.

 

TODOROV, João Cláudio. O conceito de contingência tríplice na análise do comportamento humano. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 1, n. 1, p. 75-88, 2012.

Nascido, crescido e residente no estado de Rondônia. Formei-me em Psicologia no ano de 2013. Iniciei minha atuação profissional em 2014, na área da Ação Social de um pequeno município do interior chamado de Santa Luzia d’Oeste/RO e lá trabalhei até o começo de 2017. Em março de 2017 fui trabalhar na Educação de outro município da região, este chamado Alta Floresta d’Oeste/RO. Sou um sujeito motivado para estudar assuntos relacionados a comportamento, lógica, estratégia, oratória e alguns outros.

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